sábado, 19 de agosto de 2017

Caminho de Santiago - Dia #4 em Novembro de 2016

Caminho Central Português - Dia 4
Rubiães - Valença (19 Km.)

O Dia dos Bichos e das Coisas que os Bichos Fazem

Começou bem cedo. Alvorada às 05:30 e partida às 06:30.
Conheci um puto holandês que já vinha da Holanda, fez o Caminho Francês, ia seguir para Fátima, e depois sul de Portugal, sul de Espanha, sul de França, Itália e Roma e depois Veneza e para cima.
E daí? Fixe. Ah: ele estava a viajar sem nada. Sem um tostão no bolso. Ou dormia na rua, ou o deixavam ficar nos albergues. Alimentava-se das árvores, dizia ele. Tentei explicar-lhe que no Sul vai ter dificuldades para fazer isso, atendendo ao tipo de vegetação. Não quis saber. Tentei dar-lhe o bordão suplementar. Não quis. Queria o sacrifício, dizia ele. Ok. cada um sabe de si.

Segui viagem e passei pela Ponte Romana de Rubiães sobre o Rio Coura. O dia estava luminoso e bonito.

Ponte Romana sobre o Rio Coura

O Alto Minho é muito verde, de modo que os bichos têm todos muita papinha e crescem gordos e sadios. Ontem vi uma lagarta de alguns 7 cm. de comprimento e da grossura de um dedo. Hoje foi uma lesma que parecia um leão! É avaliar o tamanho dela em baixo, comparativamente aos blocos de granito da calçada.  Parecia um burro.



Parei para meter Nívea nos pés para evitar as bolhas, segundo um bom conselho de uma amiga, e lembrei-me do meu Pai. Quando era pequeno era sempre o meu Pai que andava atrás de mim na praia para me besuntar todo de Nívea por causa do Sol.

Continuei. Na capela de S. Bento deixei o "bordão do milagre". Era emprestado e ainda servirá a alguém.

Depois caminhei o resto do dia e vi montes de bichos. Todos grandes. Todos gordos.
No último terço da jornada, encontro um pacote de açúcar perfeitamente intacto no chão. Abri-o e comi o açucar que ajudou a mitigar o cansaço. Para fazer estas coisas, ainda devo estar em "modo Rambo" e não me apercebi.

Foi um dia muito duro, por não estar ainda recuperado do "rally na serra" de ontem. Era para chegar a Tui, mas fiquei-me por Valença. Os ultimos 5 Km. já foram muito custosos. Perguntei a um senhor se ainda faltava muito para Valença, ao que ele me respondeu que ainda faltavam uns 5 Km.

"
- Quer que o leve lá abaixo?
- Não, obrigado. Isto ou se faz, ou não se faz." - respondeu o John Rambo.

No albergue a senhora avisa-me que em Espanha, tens que ter documento de identificação original (que eu não tenho; viajo com uma cópia do CC) ou não te deixam pernoitar. São rígidos e chatos.
De modo que ainda vamos ter mais peripécias. Por agora vou dormir (sim, já) que estou morto.

Contudo, está tudo equilibrado: dói-me tanto o pé direito, como o joelho esquerdo. A brincar, já fiz mais de 100 Km.




Pink Floyd

"Bão-ão-ão-ão-ão-ão-ão..."

O man no seu harém...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Caminho de Santiago - Dia #3 em Novembro de 2016

Caminho Central Português - Dia 3
Ponte de Lima - Rubiães - Ponte de Lima (38 Km.)

O Dia do Milagre



O dia começou às 06:00 em Ponte de Lima, muito receoso em relação à famosa subida da Labruja - Labruja: La Bruja; A Bruxa (?) - a linguística fica para outro dia.

Foram 11 quilómetros practicamente e até ao sopé da serra e depois foi subir. Primeiro para-se no Café Nunes, onde há um simbolo do AC/DC, clube de futebol da zona. Boa cena.
 Da temida subida não reza a história. Não achei nada difícil. Mesmo. Quando era miúdo nos escuteiros subiamos frequentemente a Serra de Sintra e era pior. No ano passado, o Monte Olimpo foi muito, mas muito pior. Não percebi o drama. Dizem que com chuva é que é a desgraça e há mortos e feridos, e vem tudo por aí abaixo às cambalhotas e "aqui d'el rei", mas mesmo assim não me convenceram.

Já quase no cimo há um cruzeiro, onde as pessoas depositam objectos pessoais, fotografias, ou pedaços das bicicletas (o Caminho de Santiago também se faz de BTT). Lembrei-me que ainda em Coimbra na estação dos autocarros achei um carrinho rosa e pensei dá-lo à Maria, não obstante ser um objecto muito pequeno para a idade dela, e por isso ter que o guardar. De qualquer modo, sempre andei com ele no bolso dos calções. Era uma forma da Maria estar sempre comigo. Levei a mão ao bolso instintivamente e resolvi deixá-lo lá. Por várias razões, achei que lá ficava melhor. E lá ficou.

Depois desci a Serra da Labruja e fui para o albergue e Fim.
Fim...?

Isso é que era bom...
 Onde está TODO o meu dinheiro?
Onde está aquela meia, onde guardo o dinheiro?
Mochila virada do avesso 4 vezes e a meia não está.

E agora? Agora são 15:00 e vou ter que voltar TODO O CAMINHO PARA TRÁS ATÉ PONTE DE LIMA, para procurar com atenção em todos os locais onde abri a mochila e troquei de roupa, ou nos cafés onde parei. 19 quilómetros, sobre 19 quilómetros. Isto é para não estares a dizer que a subida da Labruja é fácil. O meu pé dói-me horrivelmente. Não sei como vou fazer isto.



Ando umas dezenas de metros e por mero acaso dou com um bordão de eucalipto encostado a uma rocha, a olhar para mim. Juro que vi uma luz dourada sobre o bordão, e cânticos celestiais.
Um em cada mão para me apoiar. Siga a marcha.

Luz só tive para a parte da serra, onde ainda me perdi uma vez. A verdade é que o Caminho de volta não está tão bem sinalizado. Aprendes a orientar-te olhando para trás nas encruzilhadas e percebendo para que ângulo está pensada a famosa seta amarela que indica o Caminho de Santiago. É seguir no sentido inverso.
Pelo menos enquanto houve luz.

Quando cheguei ao Café Nunes já não havia luz. Faltava atravessar 10 Km. de mato ao longo do Rio Labruja, numa zona onde não há vivalma. Não tinha outro remédio: fui.

Fui de lanterna a falhar, no meio de um breu medonho onde só ouvia quedas de água. Perdi-me algumas três vezes, entrava em quintas privadas sem querer, completamente perdido no bosque, os cães a ladrar por todo o lado... um inferno. Era a guerra! Entre a bandana na cabeça, os cabelos, o impermeável e o barulho da água no meio do mato, aquela palhaçada toda parecia o filme do Rambo!
Não é aquele do Rambo amigo dos talibans, a matarem comunistas todos contentes. É o outro: aquele em que o Rambo espeta três chapadas a um polícia e depois anda fugido no mato. Esse!
Juro que até ouvia partes da banda sonora, quando entram aqueles sopros e rufares marciais, nos momentos de maior tensão!


Do dinheiro nem vê-lo em parte alguma. Lá consegui chegar a Arcozelo, para me ter que embrenhar em mais um troço de negritude; lanterna a dar, lanterna a não dar... chego a Ponte de Lima.

A cerca de 300 m. do albergue, UMA MEIA NO CHÃO??? O coração saltou-me pela boca. É a minha meia! Deixa ver.
Estava lá o dinheiro todo.
Não era pouco dinheiro. Estava lá o dinheiro todo.
Esteve lá o dia todo e ninguém lhe tocou.


Não tenho mais palavras para este dia. Apesar do dia ter terminado a jantar alarvemente e ficar a ver futebol na televisão, e a regressar de táxi, o dia ficou por ali. Tudo o resto me pareceu irrelevante e hoje ainda não acredito.









Caminho de Santiago - Dia #2 em Novembro de 2016

Caminho Central Português - Dia 2
S. Pedro de Goães - Ponte de Lima (17 Km.)

E durmo, durmo, durmo. Durmo muito. Acordo às 09:30 e deixo o albergue impecável, tal como o encontrei e ainda melhor (uns víveres no armário, não vá chegar algum a horas de estar tudo fechado).
S. Pedro de Goães fica no meio de nenhures, com o devido respeito. Só há um café/mini-mercado a 100 m. do albergue, mais nada.


Não há nada. Nem sequer caixotes do lixo, e ainda ando com o saco do lixo uns bons 1000 metros, antes de encontrar um lugar apropriado.

A viagem é bonita, é calma. O dia está bonito. Vi a povoação com o nome mais original de toda a Estrada de Santiago (da galáxia Via Láctea, mesmo): Ângulo 40.


Passei também por uma nascente de água, daquelas que criam "olhos de água" quando a água nasce, e cuja água é tão límpida que só vês o fundo claramente e quase nem te apercebes da existência de um metro de água até este.

Vi adaptações do Halloween, em casas com crianças e acabei a telefonar à Maria, numa cabine telefónica desterrada num alto de um cabeço. Também vi tiradas filosóficas e telefonei-me a mim mesmo.

A maior parte do caminho faz-se pelo traçado da antiga Via XIX que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga).

No Caminho
Chego a Ponte de Lima às 16:00. O meu joelho esquerdo (o do menisco rebentado) começa-me a doer e o peito do pé direito também (hérnia discal).

Chego ao albergue e saio para devorar uma francesinha. Compro coisas para não sair mais e descansar bem. Uma coisa é quase certa; vou levar isto com calma. Não devo concluir a etapa de Valença/Tui amanhã. São 38 Km. dos quais os primeiros 5, são a subir a Serra da Labruja, que já me disseram ser um autêntico caminho de cabras. É a etapa mais difícil do Caminho Português Interior, segundo dizem. Faço a Labruja e é mais provável que fique em Rubiães, que são 19 Km.

Boa Noite.

Ponte de Lima

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Caminho de Santiago - Dia #1 em Novembro de 2016

Caminho Central Português - Dia 1
Braga (Sé) - S. Pedro de Goães (30 Km.)

Sé de Braga
Sou o primeiro a sair do albergue, ainda antes das 7 da manhã.
Passo por um grupo de senhoras dos seus cinquenta anos que me perguntam:

"- Olha lá, bais dar porrada co' pau?"
 - Se não me chatearem muito, não."
Riso transversal. Bom Dia!

Deviam ser trabalhadoras de alguma fábrica, porque enquanto nos despedíamos, veio uma camioneta particular, para onde entraram todas.


S. Frutuoso de Montélios
 Dentro da cidade, o Caminho não está assinalado e por vezes as indicações não são claras. De modo que acabo por dar algumas voltas desnecessárias até chegar a S. Frutuoso de Montélios, capela pré-românica do século VII em planta de cruz grega, tipicamente de influência bizantina, e uma raridade por cá.
Eu já estudei esta estrutura há uns anos, mas não me lembrava que a mesma tinha sido posteriormente adossada a uma igreja do século XVIII. O resultado é tenebroso de feio.



Sigo caminho e estou com frio. Vejo um anúncio da Decathlon (boa! vou fazer um pequeno desvio).

Pergunto pelas direcções e distâncias numa bomba de gasolina, e diz uma moça cujo irmão lhe enchia os pneus:
" - Eu dava-te boleia. Mas não confio em ti!
- Está bem"
(Mas nesta cidade serão todos malucos?)
" - Olha eu dou-te boleia! Mas prometes-me que não me assaltas!
- Está bem, eu não te assalto. Queres o pau para a tua mão? Se eu te assaltar dás-me com o pau.
"- Ah, não é preciso!"
Lá arrancámos. Era professora e gostava de Bob Dylan.

Cheguei lá à Decathlon antes da hora de abertura, um frio do caraças e tive que me distrair com a "Peregrinação" do Fernão Mendes Pinto, livro escolhido para a viagem.

Quando voltei ao caminho original, deixando o estádio do Siza Vieira à minha esquerda, dou por um mero golpe de sorte com as indicações do Caminho. É que as pessoas não parecem saber por onde vai o mesmo, e só me sabiam indicar o caminho pela Estrada Nacional. Não senhor, o Caminho Português do Interior, só muito de vez em quando e por breves momentos passa pelas estradas nacionais. À saída de Braga, começa em Dume, e vai pelos campos, pelas aldeias e por estradas municipais. É mais longo, menos directo, mas é claro que é muito mais bonito. Não percebo o sentido de fazer não sei quantos quilómetros a pé no meio dos carros e do barulho. Não me parece uma coisa muito espiritual, mas cada um saberá de si.

Caminho perto de Dume 

Ainda antes de atravessar o Rio Cávado, e já depois de mais de uma dezena de quilómetros as costas doem-me. Trouxe demasiada tralha, e isto não vai ser fácil. Nada.


Rio Cávado

Depois de Vila de Prado mudo as meias para retardar o aparecimento de bolhas nos pés. Depois sigo e caminho. Muito.

 Na zona do Neiva, por essas 15:30 da tarde pergunto a um agricultor pela distância até Ponte de Lima. São ainda 10 Km. pela estrada, diz-me ele - o que significa que pelo caminho, é mais. Mas diz-me haver um albergue ali a 1 Km. em S. Pedro de Goães. Parece-me uma boa ideia, até porque depois de Ponte de Lima é a etapa mais dura que começa logo com a subida da Labruja.
O corpo pede-me descanso. Mas ainda estou indeciso, quando vejo uma placa que me diz que até ao albergue de Ponte de Lima, são ainda 17 Km. Nem pensar; vou ficar em S. Pedro de Goães.

 O albergue está instalado numa antiga escola primária, do Estado Novo. Chego, lavo roupa, tomo banho, cozinho e instalo-me. Estou completamente sozinho.

Albergue de peregrinos de S. Pedro de Goães





 Penso que esta, é uma boa ideia para requalificar uma escola que já não tem alunos. Mas uma escola sem alunos é sempre um lugar triste.

Boa Noite.

Algures entre Braga e Ponte de Lima









Torre de Penegate

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Caminho de Santiago - Dia #0 em Outubro de 2016

Caminho Central Português - Dia 0

De Braga a Santiago de Compostela são cerca de 200 Km.
Devo levar de 9 a 10 dias na Estrada.
Para quem nunca fez isto, acho, justo o desafio.
Fiz uma boa tainada antes de sair e cheguei adiantado à central de camionagem, onde apanharia o expresso para Braga, sítio de onde acordei partir.

Petingas fritas em molho de escabeche



Antes da Purificação, o pecado da Gula.
Ameijoas à Bulhão Pato. Tudo confeccionado pelo Peregrino.
Petingas fritas em molho de escabeche, e Amêijoas à Bulhão Pato. Tudo devidamente regado por um rosé, que o branco ainda não estava fresco.  Já que nos vamos purificar, mais vale gozar antes.








O autocarro estava atrasado, fui lá fora fumar um cigarro e pelos vistos o bólide resolveu aparecer, chutar os passageiros para saírem aos berros, meter as malas no porão a pontapé e toca de fazer uma arrancada à Fittipaldi porque estamos atrasados. Deve ter sido isso que aconteceu, pois não demorei cinco minutos a fumar o meu cigarro. 








Então e agora?

Agora o Caminho é para a frente.
De modo que paguei uma taxa de 2,80€ e apanhei o seguinte que chegou a Braga às 22:10. Dez e dez é depois da hora de admissão no Albergue de Peregrinos.

Para a frente. O resto já se vê.





Praça da República (Braga)

Chegado a Braga, foi correr para o albergue, e comecei logo bem a esquecer-me do boné emprestado no autocarro. Bolas.

Ainda por cima não precisava destas pressas, já que o albergue fechava às 23:00. Faço então o check-in e vou comer à cozinha do albergue, que é também Casa de Acolhimento.


Estou a comer e entra um dos putos da casa que mete conversa comigo. Vem da bola. É da claque. Diz que é neo nazi. E canta hip hop. Digo-lhe que sim.

"
- Não gosto de pretos e voto no PNR." - diz ele
- Sim.
- Para lá das Taipas é Espanha! Guimarães é Espanha!"
- Sim."

 Também me disse que é fã do Valete.
 Sim.

O Valete é um rapper português de origens santomenses. É negro e de esquerda revolucionária.
(- Sim.) Coerência.
Igreja de Santa Cruz (Braga)

Acabamos a falar de história, matéria de que ele diz gostar. Esclareço-o em muitos pontos. No fim da noite despede-se de mim:
"
- Os extremistas não são más pessoas."
- Tu não me pareces uma má pessoa, mas não creio que sejas extremista. Apenas estás perdido, e encontras-te nesse grupo, onde te baralhas."

De modo que isto acabou por começar bem, a servir de psicólogo a adolescentes problemáticos. Terei falhado uma brilhante carreira no sacerdócio? Tenho um amigo que estudou num seminário até ao 11º ano, que imediatamente me diria que sim.





Depois fui dormir numa camarata contígua à Sé de Braga. Sim.

Silenciosa vista do meu quarto, com vista para os muros da Sé de Braga.



Madrid: 11 dias mas só 9 imagens (Setembro/Outubro de 2015)

 
 
Museu Nacional de Arqueologia e Dama de Elche | Champions League | Palácio Real | Templo de Debod | Estação Fantasma | Bar, El Tigre | Plaza Mayor | Sol | Chueca | Malasaña | Parque do Retiro | El Matadero | Shuting. Ionesco y Beckett | Conferências acerca do mundo árabe no Ateneo e Isabelle que partiu para o Oriente | Serata italiana | Arantxa | Álvaro | Daniel | Adri na ultima caña.
 
Dama de Elche - Museu Arqueológico Nacional

Estação-Fantasma de Chamberi

Uma tarde tranquila

Empreendedorismo

Matadero Madrid

Matadero Madrid

Palácio Real

Plaza Mayor
 
 
Puerta de Alcalá
 

Madrid - Dia #1 em Setembro de 2015





 Quando o aviao aterrou em Barajas, as pessoas que ficaram ao lado do doninha ate vinham verdes,   coitadas (ver publicação anterior)


Cuatro Torres Business Area (Madrid)

Ora em Barajas, tinha um amigo a espera. Fomos ter com outro amigo e juntos estivemos ate de madrugada a beber agua mineral.

Vimos o Real a vencer o Atletico de Bilbao e o senhor do bar metia-se comigo, a dizer que estava a ganhar a Seleccao de Portugal.

E o Barcelona perdeu com o Celta de Vigo. Foi uma belissima noite.


Esses três...

Acordei de manha a olhar para o Dylan, o gato mais cool da Peninsula Iberica, e agora vou por ai. Sei que tenho que ir ao Museu Nacional de Arqueologia (finalmente!) e ao Palacio de Aranjuez. Pelo caminho esta programada uma visita a Toledo, um cozido madrilenho na casa da Mae de um dos meus amigos e uma ida ao Vicente Calderon para ver o Atletico de Madrid-Benfica.


Dylan

Grécia - Dia #23 em Setembro de 2015

Ultimo Dia na Grecia, Madrugada Anterior e Madrugada Posterior.

A noite foi engracada no meio de bares duvidosos da Metaxourghio. Conheci uns amigos porreiros com "o homem entre quatro paredes" tatuado na mao, que me contaram as facanhas deles enquanto estiveram de ferias no hotel.

Tambem se jogava as cartas a dinheiro (ilegalmente, obviamente) e gritava-se muito em grego. Tambem conheci uns anarquistas e andamos a beber uns copos. Depois fui dormir.

Kerameikos



O dia comecou cedo. Fui visitar Kerameikos, que era o cemiterio ateniense nas epocas arcaica e classica, imediatamente contiguo as muralhas externas da cidade. E e onde esta situado o dypilon, a principal porta da cidade, ou o que resta dela.

Seguidamente fui entao ver a Biblioteca de Adriano. Pelo caminho parei para comprar uma agua e como sempre aqui ou em Portugal, ou Espanha, ou onde seja, peco recibo quando nao mo dao e se fazem de parvos. Esta tinha um problema na caixa... nao emitia recibo. Nao faz mal, assine-me um dos outros, de copia e papel quimico. Nao achou piada, mas foi para o lado para onde dormi melhor.




 




 Visitei entao a Biblioteca de Adriano. Infelizmente ja nao ha muito a ver, apenas uma parte do alcado frontal, e os restos de uma parede do fundo do edificio, a leste, onde se guardavam os manuscritos.
Seguidamente visitei o resto da Agora Romana, conforme estava planeado. Infelizmente a Torre dos Ventos esta em recuperacao. Esta toda tapada e nao e visitavel.


Biblioteca de Adriano na Ágora Romana

Depois seguiu-se o almoco e seguir para o aeroporto. Pelo caminho ainda houve tempo para me despedir da Mythos e da Alfa.

Ponte Rio-Antirio, vista do céu. Com quase 3 Km. é a segunda maior ponte estaiada do mundo. Atravessa o Golfo de Corinto.

Segui entao para Madrid. No aviao ao meu lado, veio sentar-se um gajo todo vestido de polos da Hugo Boss e marcas disto e daquilo, a quem lhe faltou dinheiro para comprar um sabonete e para pagar a agua para tomar banho. Assim que o aviao descolou e se desactivaram os sinais dos cintos de seguranca, pedi a uma hospedeira para me mudar para um dos lugares vagos mais a frente. Obrigado.