quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Marrocos - Dia #0

Então mas este tipo vai sempre para Marrocos??

Bom, a verdade é que apesar de já lá ter vivido e de já conhecer relativamente bem o país, o território é muito extenso e há sempre coisas a ver. Para além de obviamente gostar bastante de Marrocos. É um mundo completamente diferente aqui a escassas centenas de quilómetros.

A viagem que para mim tem mais encanto é feita de barco através do Estreito de Gibraltar. E hoje não vai ser excepção. Devo chegar a Algeciras por volta das 10:30 da manhã, e depois é atravessar para Tânger.

A ideia inicial era ir para Ceuta, e seguir para Tetouan, mas tive uma ideia melhor: amanhã estarei a visitar a fortaleza de Alcácer-Ceguer entre Tânger e Tetouan. E assim encerro o périplo das fortalezas portuguesas no Norte de África:

Tânger, Ceuta, Arzila, Mazagão (El Jadida), Azamor, Safi, Mogador (Essaouira), e até a mais que discutível fortaleza de Agadir, já tudo isso foi visitado e estudado, com menção honrosa para a réplica do padrão português implantado no Cabo Bojador, já em pleno Território do Sahara Ocidental.

Sim, existe um tipo que viajou quase 1000 Km. a partir de Marraquexe para ver uma coluna de pedra com quatro brasões portugueses, já em pleno deserto.

A Sul.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

França - Hellfest em Clisson, a Junho de 2016

Quando soube que os Black Sabbath iam encerrar actividades, apressei-me a ver as datas da tour. Vi então que passava pelo Hellfest em França, um dos maiores festivais de música pesada do mundo.

Iam lá os Black Sabbath, os Rammstein que já sabia darem um bom espectáculo, e mais os Twisted Sister.Estes nomes eram os cabeças de cartaz. Depois e entre as mais de 150 bandas distribuídas pelos 3 dias de festival, havia Megadeth, Anthrax, Slayer, King Diamond, Turbonegro, Orphaned Land, Melvins, Kadavar, Testament ou Overkill. Entre muitas, muitas outras.

Também iam estar os Ghost, com os quais eu embirrava solenemente. Menos de um ano depois havia de pagar para os ir ver de propósito a Lisboa, na Páscoa. 

Comprei então o bilhete e em meados de Junho, estava a caminho de França. Clisson, no Loire-Atlântico mais precisamente. Após menos do que um dia de viagem de autocarro, lá cheguei.

O festival estava bem organizado, tinha decorações apelativas e o ambiente era bastante bom. Malta divertida e que estava ali porque gostava daquele género musical e não para "tirar selfies no evento", se é que me faço entender.

Vi o jogo Portugal-Áustria do Euro 16, e aquela chacota sentida pelo facto do CR7 falhar um penalty, ainda a havia de gozar eu semanas mais tarde. Ainda que não soubesse por essa altura.

Fazendo chuva e sol, foram três dias extenuantes, pelos concertos em si (eu sou dos que vai lá para a frente para o mosh pit, e que vai fazer crowd-surf), e pelas distâncias em si. O recinto na sua totalidade era absolutamente gigantesco. Só para dar uma ideia, o Hellfest acolhe entre 150 000 a 200 000 pessoas, todos os anos.

Havia uns urros gritados um pouco por toda a parte "Aperooo!", confirmando a predisposição geral para beber bastante. Em vez de "Oh Elsa!" que está para além de idiota, havia "Apero" que era só vagamente infantil.

But The Kids Are Alright!

E sinónimo disso, foi que não vi uma única cena de pancadaria. Ou alguma má onda. Estava todas aquelas almas ali para se divertirem, essencialmente. Vêm-se muitos mascarados, e palhaçada geral, um pouco por todo o lado.

E vi uma grande cena que haveria de ver repetida já este ano várias vezes: a dada altura no concerto de Overkill, a malta levantou um paraplégico com a sua cadeira de rodas de modo a que também ele fizesse crowd-surfing. Sem palavras. A cena está documentada fotograficamente aqui embaixo.

Nesta edição não houve foi carrinhos de choque (carrinhos de supermercado com malta lá dentro a chocarem uns contra os outros). Essa brincadeira improvisada a altas horas da madrugada, só a veria na edição de 2017, no ano seguinte. Mas em compensação vi malucos pendurados das moto-quatro da segurança, a arrastarem-se pelo acampamento, e a rirem desalmadamente. Até serem descobertos claro.
Mas todo o staff era muito paciente e tolerante. Incluindo os polícias. 

Lembro-me ainda de no primeiro dia ir visitar a vila de Clisson, e o castelo, pois nem só de metal vive este homem. E acabei a aprender que Clisson fazia parte do Ducado da Bretanha, e que este foi independente do resto da França até ao segundo quartel do século XVI.

Quanto? O bilhete custa cerca de 200€, um pouco menos, e mesmo com despesas, é claro que vale a pena. Vale a pena pela festa em si, pela dimensão da mesma, por ver bandas que dificilmente se vêm em Portugal,e se pensarmos que ir ver os Metallica em Fevereiro de 2018 custava cerca de 100€, então ver 150 bandas* por 200€ não é caro.

Disse para mim mesmo que haveria de voltar. Não imaginava era que fosse logo no ano seguinte. 



* Nunca se vêm as bandas todas, pois são 6 palcos a tocarem simultaneamente entre as 10 e as 2 da manhã durante 3 dias.





Vista de Clisson a partir do castelo


Jambinai

Anthrax




Overkill

Dropkick Murphys


Mantar

Sixx: A.M.

Portugal-Áustria. Este havia de ficar empatado.

Twisted Sister com Mike Portnoy na bateria

Acampamento Português. A minha suite é a primeira à esquerda. A da bandeira, mesmo.

Entrada do recinto dos concertos

War Zone: espaço mais consagrado ao punk e hardcore

Ratos de Porão

Bandeira da Baixa Normandia

Slayer

Megadeth

Aviões

Carrossel

Black Sabbath

Por razões de força maior, foi-nos impossível não publicar a bailarina do King Diamond

King Diamond

Excursão Portuguesa algures no País Basco




Uma despedida de solteiros (verdade!!!)



terça-feira, 22 de agosto de 2017

França - Hellfest em Clisson, a Junho de 2017

Já este ano acabei por ir ao Hellfest outra vez.

Tinha que voltar, porque também era a ultima vez que iria ver tanto os Aerosmith, como os Deep Purple. Ambos vão-se retirar.


Este ano o Top Five (pour moi):

- Igorrr
- Ministry
- Blue Öyster Cult
- Hawkwind
- Deep Purple a par com Aerosmith

E depois houve também Airbourne (Menção de Honra), Zeke, Pentagram, Metal Church, Devin Townsend, os Slayer... e a boa surpresa de ver os Kreator a crescerem artisticamente como eu não supunha.


E houve muito mais.
Arranjei um novo modelo de calção,
Fashion Ministry
e outro
Fashion Slayer (continuação)

Para além dessas histórias curti imenso estar com os velhos ali das aldeias a malhar muscadet. Muscadet é um vinho branco simpático, mas que não chega aos calcanhares de um bom vinho branco da Vidigueira. E é claro que isso não disse. Lá está, é a tal parte de ser brutalhão, mas educado e estimar as pessoas.

Os senhores não permitiram que pagasse um copo. E malhámos uns quantos valentes. Eram gentes ali das aldeias e vilas que tinham vindo ver a "fauna". Não é que fossem grandes fãs de metal. Um deles, o do meio, confessou-me que não desgostava dos "Irrón Máidan". Mas eles estavam bem. Estavam tranquilos.
Às duas por três, chega um mais novo (e por isso mais parvo),
"Ah vous êtes portugais...!!"
E antes que se armasse em parvo, logo ali o ancião do meio deu a devida protecção,
"Le garçon est genial."
E caluda.

E Obrigado. Também senti Respeito. Gostei. Eu gosto de estar com os velhos do tasco. Entendo-me bem com eles.

Antes tinha ido ao supermercado e estavam uns evangelistas à porta com cartazes a dizer "Free Hugs". Ok, deixei-me abraçar, estivemos a falar. Não é que me estivessem a fazer mal.
Mas depois achei piada a uma chavalita punk, já lá dentro que tinha inscrito nas costas:

"Free Fuck"

Ainda tirei uma foto com ela e com o companheiro dela, vestido de bikini.

Ah! É Verdade; também encontrei Irmãos da Galiza. Mas isso é tão normal que quase já nem é assunto. Os galegos estão por todo o lado no mundo. Diz-se até que quando os americanos chegaram à Lua, já lá estava um galego perdido a ver da vida...


As minhas amizades - Parte I

As minhas amizades - Parte II

Calção modelo Ministry

Calção modelo Slayer (dois dias depois)

Carrinhos de Choque

Os paramédicos à espera que algum se estropeie nos carrinhos de choque. Parecem anjinhos da guarda a tomar conta desta súcia de bárbaros eternamente adolescentes (é um elogio)

Moça de York, fixe. Boa bebedora.



Rob Zombie

The Damned

Estátua do Lemmy Kilmister


Zeke com uma poeirada infernal

Airbourne


Aerosmith

Aerosmith

Portugueses. Foto: Alexandre Paixão

Banhando no rio. Foto: Alexandre Paixão 

Foto: Alexandre Paixão

Foto: Alexandre Paixão

Foto: Alexandre Paixão

Foto: Alexandre Paixão