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| Cabras bebendo de fonte de água-doce na praia |
Havia um cafezinho onde fui beber um ouzo, por uma amiga. Bebi outro por mim, porque era falta de educacao nao a acompanhar. Este cafe todo em madeira, está montado sobre uma estrutura por cima da água Também tem um ponto onde se apanham os táxis marítimos onde os suiços e alemães os apanham para irem para o hotel caro, onde estão só uns com os outros.
Conheci uma velha suiça de alguns 90 anos, que meteu conversa comigo. Às tantas e algo despropositadamente, lança o barro...
" - Pois, pois, mas a Grécia é muito cara não é...?" - olhando para mim significativamente.
- ... o que a senhora me está a querer perguntar é, Como é que um português supostamente pobre pode vir passear para a Grécia, não é?"
Pronto, envergonhou-se.
" - Ah não! Mas não! Mas não!
- Claro que é, mas pode-me perguntar isso directamente. Contudo não lhe garanto que me apeteça responder-lhe."
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| O mar nos meus pés |
Mas tambem conheci gente boa. Os meus vizinhos, o Dimitris, um curioso da historia e da filosofia com alguns 70 anos, e o Fanis, um arquitecto no desemprego mais ou menos da minha idade, revelaram-se uma excelente companhia.
Entre as partidas de domino, e outras coisas naturais que nos deixavam horas a olhar para as estrelas a conversar, o Dimitris revelou-me que acha que Platao foi pouco mais do que um jornalista que subverteu o que outros filosofos originalmente defenderam. E isto porque Platao era um oligarca, inimigo da democracia. Eu desconfio que ele era anarco-primitivista, pois falava muito na democracia directa e era muito ligado a natureza. Antes era do PASOK. Nao obstante foi uma excelente companhia, e aqui tenho a certeza de ter feito bons amigos.
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| A "minha praia" em Hóra Sfakion |



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