Quando soube que os Black Sabbath iam encerrar actividades, apressei-me a ver as datas da tour. Vi então que passava pelo Hellfest em França, um dos maiores festivais de música pesada do mundo.
Iam lá os Black Sabbath, os Rammstein que já sabia darem um bom espectáculo, e mais os Twisted Sister.Estes nomes eram os cabeças de cartaz. Depois e entre as mais de 150 bandas distribuídas pelos 3 dias de festival, havia Megadeth, Anthrax, Slayer, King Diamond, Turbonegro, Orphaned Land, Melvins, Kadavar, Testament ou Overkill. Entre muitas, muitas outras.
Também iam estar os Ghost, com os quais eu embirrava solenemente. Menos de um ano depois havia de pagar para os ir ver de propósito a Lisboa, na Páscoa.
Comprei então o bilhete e em meados de Junho, estava a caminho de França. Clisson, no Loire-Atlântico mais precisamente. Após menos do que um dia de viagem de autocarro, lá cheguei.
O festival estava bem organizado, tinha decorações apelativas e o ambiente era bastante bom. Malta divertida e que estava ali porque gostava daquele género musical e não para "tirar selfies no evento", se é que me faço entender.
Vi o jogo Portugal-Áustria do Euro 16, e aquela chacota sentida pelo facto do CR7 falhar um penalty, ainda a havia de gozar eu semanas mais tarde. Ainda que não soubesse por essa altura.
Fazendo chuva e sol, foram três dias extenuantes, pelos concertos em si (eu sou dos que vai lá para a frente para o mosh pit, e que vai fazer crowd-surf), e pelas distâncias em si. O recinto na sua totalidade era absolutamente gigantesco. Só para dar uma ideia, o Hellfest acolhe entre 150 000 a 200 000 pessoas, todos os anos.
Havia uns urros gritados um pouco por toda a parte "Aperooo!", confirmando a predisposição geral para beber bastante. Em vez de "Oh Elsa!" que está para além de idiota, havia "Apero" que era só vagamente infantil.
But The Kids Are Alright!
E sinónimo disso, foi que não vi uma única cena de pancadaria. Ou alguma má onda. Estava todas aquelas almas ali para se divertirem, essencialmente. Vêm-se muitos mascarados, e palhaçada geral, um pouco por todo o lado.
E vi uma grande cena que haveria de ver repetida já este ano várias vezes: a dada altura no concerto de Overkill, a malta levantou um paraplégico com a sua cadeira de rodas de modo a que também ele fizesse crowd-surfing. Sem palavras. A cena está documentada fotograficamente aqui embaixo.
Nesta edição não houve foi carrinhos de choque (carrinhos de supermercado com malta lá dentro a chocarem uns contra os outros). Essa brincadeira improvisada a altas horas da madrugada, só a veria na edição de 2017, no ano seguinte. Mas em compensação vi malucos pendurados das moto-quatro da segurança, a arrastarem-se pelo acampamento, e a rirem desalmadamente. Até serem descobertos claro.
Mas todo o staff era muito paciente e tolerante. Incluindo os polícias.
Lembro-me ainda de no primeiro dia ir visitar a vila de Clisson, e o castelo, pois nem só de metal vive este homem. E acabei a aprender que Clisson fazia parte do Ducado da Bretanha, e que este foi independente do resto da França até ao segundo quartel do século XVI.
Quanto? O bilhete custa cerca de 200€, um pouco menos, e mesmo com despesas, é claro que vale a pena. Vale a pena pela festa em si, pela dimensão da mesma, por ver bandas que dificilmente se vêm em Portugal,e se pensarmos que ir ver os Metallica em Fevereiro de 2018 custava cerca de 100€, então ver 150 bandas* por 200€ não é caro.
Disse para mim mesmo que haveria de voltar. Não imaginava era que fosse logo no ano seguinte.
* Nunca se vêm as bandas todas, pois são 6 palcos a tocarem simultaneamente entre as 10 e as 2 da manhã durante 3 dias.
Iam lá os Black Sabbath, os Rammstein que já sabia darem um bom espectáculo, e mais os Twisted Sister.Estes nomes eram os cabeças de cartaz. Depois e entre as mais de 150 bandas distribuídas pelos 3 dias de festival, havia Megadeth, Anthrax, Slayer, King Diamond, Turbonegro, Orphaned Land, Melvins, Kadavar, Testament ou Overkill. Entre muitas, muitas outras.
Também iam estar os Ghost, com os quais eu embirrava solenemente. Menos de um ano depois havia de pagar para os ir ver de propósito a Lisboa, na Páscoa.
Comprei então o bilhete e em meados de Junho, estava a caminho de França. Clisson, no Loire-Atlântico mais precisamente. Após menos do que um dia de viagem de autocarro, lá cheguei.
O festival estava bem organizado, tinha decorações apelativas e o ambiente era bastante bom. Malta divertida e que estava ali porque gostava daquele género musical e não para "tirar selfies no evento", se é que me faço entender.
Vi o jogo Portugal-Áustria do Euro 16, e aquela chacota sentida pelo facto do CR7 falhar um penalty, ainda a havia de gozar eu semanas mais tarde. Ainda que não soubesse por essa altura.
Fazendo chuva e sol, foram três dias extenuantes, pelos concertos em si (eu sou dos que vai lá para a frente para o mosh pit, e que vai fazer crowd-surf), e pelas distâncias em si. O recinto na sua totalidade era absolutamente gigantesco. Só para dar uma ideia, o Hellfest acolhe entre 150 000 a 200 000 pessoas, todos os anos.
Havia uns urros gritados um pouco por toda a parte "Aperooo!", confirmando a predisposição geral para beber bastante. Em vez de "Oh Elsa!" que está para além de idiota, havia "Apero" que era só vagamente infantil.
But The Kids Are Alright!
E sinónimo disso, foi que não vi uma única cena de pancadaria. Ou alguma má onda. Estava todas aquelas almas ali para se divertirem, essencialmente. Vêm-se muitos mascarados, e palhaçada geral, um pouco por todo o lado.
E vi uma grande cena que haveria de ver repetida já este ano várias vezes: a dada altura no concerto de Overkill, a malta levantou um paraplégico com a sua cadeira de rodas de modo a que também ele fizesse crowd-surfing. Sem palavras. A cena está documentada fotograficamente aqui embaixo.
Nesta edição não houve foi carrinhos de choque (carrinhos de supermercado com malta lá dentro a chocarem uns contra os outros). Essa brincadeira improvisada a altas horas da madrugada, só a veria na edição de 2017, no ano seguinte. Mas em compensação vi malucos pendurados das moto-quatro da segurança, a arrastarem-se pelo acampamento, e a rirem desalmadamente. Até serem descobertos claro.
Mas todo o staff era muito paciente e tolerante. Incluindo os polícias.
Lembro-me ainda de no primeiro dia ir visitar a vila de Clisson, e o castelo, pois nem só de metal vive este homem. E acabei a aprender que Clisson fazia parte do Ducado da Bretanha, e que este foi independente do resto da França até ao segundo quartel do século XVI.
Quanto? O bilhete custa cerca de 200€, um pouco menos, e mesmo com despesas, é claro que vale a pena. Vale a pena pela festa em si, pela dimensão da mesma, por ver bandas que dificilmente se vêm em Portugal,e se pensarmos que ir ver os Metallica em Fevereiro de 2018 custava cerca de 100€, então ver 150 bandas* por 200€ não é caro.
Disse para mim mesmo que haveria de voltar. Não imaginava era que fosse logo no ano seguinte.
* Nunca se vêm as bandas todas, pois são 6 palcos a tocarem simultaneamente entre as 10 e as 2 da manhã durante 3 dias.
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| Vista de Clisson a partir do castelo |
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| Jambinai |
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| Anthrax |
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| Overkill |
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| Dropkick Murphys |
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| Mantar |
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| Sixx: A.M. |
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| Portugal-Áustria. Este havia de ficar empatado. |
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| Twisted Sister com Mike Portnoy na bateria |
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| Acampamento Português. A minha suite é a primeira à esquerda. A da bandeira, mesmo. |
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| Entrada do recinto dos concertos |
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| War Zone: espaço mais consagrado ao punk e hardcore |
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| Ratos de Porão |
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| Bandeira da Baixa Normandia |
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| Slayer |
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| Megadeth |
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| Aviões |
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| Carrossel |
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| Black Sabbath |
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| Por razões de força maior, foi-nos impossível não publicar a bailarina do King Diamond |
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| King Diamond |
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| Excursão Portuguesa algures no País Basco |
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| Uma despedida de solteiros (verdade!!!) |





































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