Caminho Central Português - Dia 2
S. Pedro de Goães - Ponte de Lima (17 Km.)
E durmo, durmo, durmo. Durmo muito. Acordo às 09:30 e deixo o albergue impecável, tal como o encontrei e ainda melhor (uns víveres no armário, não vá chegar algum a horas de estar tudo fechado).
S. Pedro de Goães fica no meio de nenhures, com o devido respeito. Só há um café/mini-mercado a 100 m. do albergue, mais nada.
Não há nada. Nem sequer caixotes do lixo, e ainda ando com o saco do lixo uns bons 1000 metros, antes de encontrar um lugar apropriado.
A viagem é bonita, é calma. O dia está bonito. Vi a povoação com o nome mais original de toda a Estrada de Santiago (da galáxia Via Láctea, mesmo): Ângulo 40.
Passei também por uma nascente de água, daquelas que criam "olhos de água" quando a água nasce, e cuja
água é tão límpida que só vês o fundo claramente e quase nem te
apercebes da existência de um metro de água até este.
Vi
adaptações do Halloween, em casas com crianças e acabei a telefonar à
Maria, numa cabine telefónica desterrada num alto de um cabeço. Também vi tiradas filosóficas e telefonei-me a mim mesmo.
A maior parte do caminho faz-se pelo traçado da antiga Via XIX que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga).
Chego a Ponte de Lima às 16:00. O meu joelho esquerdo (o do menisco
rebentado) começa-me a doer e o peito do pé direito também (hérnia
discal).
Chego ao albergue e saio para devorar uma francesinha. Compro coisas para não sair mais e descansar bem. Uma coisa é quase certa; vou levar isto com calma. Não devo concluir a etapa de Valença/Tui amanhã. São 38 Km. dos quais os primeiros 5, são a subir a Serra da Labruja, que já me disseram ser um autêntico caminho de cabras. É a etapa mais difícil do Caminho Português Interior, segundo dizem. Faço a Labruja e é mais provável que fique em Rubiães, que são 19 Km.
Boa Noite.
S. Pedro de Goães - Ponte de Lima (17 Km.)
E durmo, durmo, durmo. Durmo muito. Acordo às 09:30 e deixo o albergue impecável, tal como o encontrei e ainda melhor (uns víveres no armário, não vá chegar algum a horas de estar tudo fechado).
S. Pedro de Goães fica no meio de nenhures, com o devido respeito. Só há um café/mini-mercado a 100 m. do albergue, mais nada.
Não há nada. Nem sequer caixotes do lixo, e ainda ando com o saco do lixo uns bons 1000 metros, antes de encontrar um lugar apropriado.
A viagem é bonita, é calma. O dia está bonito. Vi a povoação com o nome mais original de toda a Estrada de Santiago (da galáxia Via Láctea, mesmo): Ângulo 40.
Vi
adaptações do Halloween, em casas com crianças e acabei a telefonar à
Maria, numa cabine telefónica desterrada num alto de um cabeço. Também vi tiradas filosóficas e telefonei-me a mim mesmo.A maior parte do caminho faz-se pelo traçado da antiga Via XIX que ligava Bracara Augusta (Braga) a Asturica Augusta (Astorga).
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| No Caminho |
Chego ao albergue e saio para devorar uma francesinha. Compro coisas para não sair mais e descansar bem. Uma coisa é quase certa; vou levar isto com calma. Não devo concluir a etapa de Valença/Tui amanhã. São 38 Km. dos quais os primeiros 5, são a subir a Serra da Labruja, que já me disseram ser um autêntico caminho de cabras. É a etapa mais difícil do Caminho Português Interior, segundo dizem. Faço a Labruja e é mais provável que fique em Rubiães, que são 19 Km.
Boa Noite.
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| Ponte de Lima |




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