Caminho Central Português - Dia 7
Pontevedra - Caldas de Reis (23 Km.)
O dia de hoje custou menos. É verdade que mais custosos sao os primeiros dias, depois o corpo vai-se habituando. No entanto há certas indicaçoes uteis a quem pense fazer o Caminho, que eu fui descobrindo às minhas custas.
Pontevedra - Caldas de Reis (23 Km.)
O dia de hoje custou menos. É verdade que mais custosos sao os primeiros dias, depois o corpo vai-se habituando. No entanto há certas indicaçoes uteis a quem pense fazer o Caminho, que eu fui descobrindo às minhas custas.
- Como evitar
bolhas? Para além de untar os pés de vaselina ou de Nívea (a pele
absorve rapidamente), fazer jornadas no máximo de 30 Km. calma e
pausadamente. Quem vem em modo de "Fitness Pro Turbo Impact 3000" acaba
por se dar mal
:)
Se apanhares chuva, muda de meias quando sentires os pés encharcados.
- A mochila deve estar o mais bem adossada ao corpo possível. Aquelas fivelas à frente servem para alguma coisa. Em jornadas grandes, a diferença nota-se e muito.
- Usa calças justas de caminhada ou
umas leggings debaixo dos calçoes. Evita a acumulaçao de sangue que te
faz as pernas pesarem como chumbo, e mantem-te os musculos quentes.
- Vai pausando, mas nao demasiado, porque quando o corpo está dorido, e arrefece, depois quando recomeças vais notar mais as dores.
Hoje acordei no albergue e comecei a jogar rugby com o saco cama enrolado, com a Anne e a Kaye, duas inglesas porreiras, com quem estive à conversa ontem. A Kaye levou uma bolada no nariz, cairam-lhe os óculos e perdeu.
Saí de Pontevedra pelas 08:00, passei pela antiga ponte romana da Via XIX, onde encontraram o marco mileário de Adriano (está lá uma réplica), e atravessei a ponte sobre o Lérez, no ponto onde este se junta à Ria de Pontevedra.
Fiz um troço de bosque até chegar a meio caminho. Aí bebi um café e entra o Ricardo por ali dentro.
Seguimos, para ir até aos Moinhos das Cascatas do Rio Barosa.
Antes apanhámos uma carga de água valente e tivémos que nos abrigar debaixo de uns camioes dos carrosséis que ali estavam.
As pessoas que lá trabalhavam, diziam para estarmos à vontade e tratavam-nos bem. Já uma vez no fim de uma escavaçao no Redondo, meti-me à boleia para Évora e quem ma deu, foi um casal de velhos ciganos.
Quem anda na Estrada, gosta e percebe quem gosta de andar na Estrada.
Chegámos lá às cascatas e ele depois seguiu para Padrón e eu fiz o ultimo troço sozinho até Caldas de Reis. Caldas de Reis é uma vila termal. Ainda me indicaram um antigo lavadouro público com água a 38 graus, onde podes banhar os pés sem pagar nada. Fica no meio de uma rua.

Agora, vou comer e descansar bem. Acho que as duas próximas jornadas nao sao muito fáceis. Sao menos planas. A de hoje foi um passeiozinho.
Se apanhares chuva, muda de meias quando sentires os pés encharcados.
- A mochila deve estar o mais bem adossada ao corpo possível. Aquelas fivelas à frente servem para alguma coisa. Em jornadas grandes, a diferença nota-se e muito.
- Usa calças justas de caminhada ou
umas leggings debaixo dos calçoes. Evita a acumulaçao de sangue que te
faz as pernas pesarem como chumbo, e mantem-te os musculos quentes. - Vai pausando, mas nao demasiado, porque quando o corpo está dorido, e arrefece, depois quando recomeças vais notar mais as dores.
Hoje acordei no albergue e comecei a jogar rugby com o saco cama enrolado, com a Anne e a Kaye, duas inglesas porreiras, com quem estive à conversa ontem. A Kaye levou uma bolada no nariz, cairam-lhe os óculos e perdeu.
Saí de Pontevedra pelas 08:00, passei pela antiga ponte romana da Via XIX, onde encontraram o marco mileário de Adriano (está lá uma réplica), e atravessei a ponte sobre o Lérez, no ponto onde este se junta à Ria de Pontevedra.
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| Ponte sobre o Lérez em Pontevedra |
Fiz um troço de bosque até chegar a meio caminho. Aí bebi um café e entra o Ricardo por ali dentro.
Seguimos, para ir até aos Moinhos das Cascatas do Rio Barosa.
Antes apanhámos uma carga de água valente e tivémos que nos abrigar debaixo de uns camioes dos carrosséis que ali estavam.
As pessoas que lá trabalhavam, diziam para estarmos à vontade e tratavam-nos bem. Já uma vez no fim de uma escavaçao no Redondo, meti-me à boleia para Évora e quem ma deu, foi um casal de velhos ciganos.
Quem anda na Estrada, gosta e percebe quem gosta de andar na Estrada.Chegámos lá às cascatas e ele depois seguiu para Padrón e eu fiz o ultimo troço sozinho até Caldas de Reis. Caldas de Reis é uma vila termal. Ainda me indicaram um antigo lavadouro público com água a 38 graus, onde podes banhar os pés sem pagar nada. Fica no meio de uma rua.

Agora, vou comer e descansar bem. Acho que as duas próximas jornadas nao sao muito fáceis. Sao menos planas. A de hoje foi um passeiozinho.
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| Em Caldas de Reis |
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| Moinhos de Barosa |





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